Tamanhos de banner publicitário: o guia estratégico de quais escolher (e quais evitar) em 2026

May 29, 2026 às 8:46 AM

Os tamanhos dos seus blocos de anúncio decidem quantos anunciantes podem licitar pelo seu inventário. Tamanhos padrão IAB atraem dezenas de milhares de anunciantes ativos; tamanhos não padrão atraem quase ninguém. Os cinco essenciais em 2026: 300×250 (o “rei”, funciona em qualquer posição e dispositivo), 728×90 Leaderboard (topo de desktop), 970×250 Billboard (premium de marca), 300×600 Half Page (sidebar premium), e 320×50/320×100 (mobile sticky). Evite formatos legados como 468×60 e 120×600. A maior alavanca não é “escolher o melhor tamanho” — é configurar multi-size requests pra que cada slot aceite vários tamanhos compatíveis, deixando o leilão decidir qual paga mais.

Tamanho de banner parece detalhe estético até você descobrir o impacto real: a diferença entre um slot com tamanho popular e um com tamanho não padrão pode ser de 50-200% no CPM. Não porque um anúncio “fica mais bonito” que outro, mas porque tamanhos populares têm muito mais anunciantes criando criativos pra eles — e mais oferta de criativos significa mais lances competindo pelo seu espaço.

Esse guia cobre o que importa pra decisão real: quais tamanhos atraem demanda hoje, quais estão mortos comercialmente, e como configurar slots pra que o leilão escolha o melhor pagador a cada impressão.

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Por que tamanhos padrão importam tanto

O Interactive Advertising Bureau (IAB) mantém os padrões oficiais de dimensões de anúncio desde os anos 90. O motivo é puramente econômico: se cada site exigisse criativos em dimensões diferentes, anunciantes precisariam produzir centenas de versões pra cada campanha. Inviável.

Com padrões, um anunciante cria criativo em 300×250 e aquele criativo roda em centenas de milhares de sites no mundo todo. Resultado:

  • Mais anunciantes ativos competindo pelo seu espaço
  • CPM mais alto porque competição sobe os lances
  • Fill rate maior porque sempre tem algum criativo disponível
  • Compatibilidade com header bidding e exchanges programáticas, que assumem dimensões padrão

A regra é simples: use tamanhos padrão IAB, ponto. Inventar dimensões personalizadas pra “encaixar melhor no design” é otimização visual que custa receita real. A maioria dos anunciantes literalmente não tem criativo pra rodar no seu espaço fora do padrão — eles ignoram o slot.

Os tamanhos essenciais para desktop em 2026

Não vou listar todos os formatos da história do display advertising — vou listar os que efetivamente atraem demanda hoje. Esses são os que merecem espaço no seu site:

TamanhoNomePosição típicaNível de demanda
300×250Medium RectangleIn-content, sidebarMuito alta
728×90LeaderboardTopo, in-contentMuito alta
970×250BillboardTopo (above the fold)Alta
300×600Half Page / Skyscraper grandeSidebarAlta
160×600Wide SkyscraperSidebarMédia
336×280Large RectangleIn-content, sidebarMédia
970×90Large LeaderboardTopoMédia

300×250: o “rei” do display

O Medium Rectangle é o formato mais usado da internet. Praticamente todo anunciante grande tem criativo em 300×250. Funciona em sidebar, in-content (entre parágrafos de artigo), em desktop, em mobile — é o canivete suíço dos formatos. Se você só pode escolher um tamanho pra implementar, é esse.

728×90 Leaderboard: o veterano horizontal

Banner horizontal clássico, otimizado pra topo de página em desktop. Continua entre os formatos mais suportados em ad networks e exchanges. CPMs médios costumam ser bons, principalmente quando above the fold.

970×250 Billboard: premium pra marca

Formato grande, alto impacto visual, atrai anunciantes de marca disposto a pagar caro por presença visual forte. Quando funciona bem (topo de site editorial, viewability acima de 80%), gera os CPMs mais altos do site. Quando funciona mal (lazy loading mal feito, position abaixo da dobra), simplesmente não é preenchido.

300×600 Half Page: sidebar premium

Skyscraper grande, perfeito pra sidebar de artigos longos. Especialmente forte quando configurado como sticky — fica visível enquanto o leitor scrolla, garantindo viewability altíssima. Anunciantes valorizam muito pela atenção sustentada.

336×280 e 970×90: secundários úteis

São versões “irmãs” dos formatos principais. 336×280 é levemente maior que 300×250 e pode ser usado como tamanho adicional em multi-size requests. 970×90 é alternativa mais discreta ao Billboard quando o espaço de topo é limitado.

Os tamanhos essenciais para mobile

Tráfego mobile é maioria pra praticamente todo publisher brasileiro hoje. A configuração mobile precisa de atenção própria — não basta encolher os tamanhos desktop:

TamanhoNomePosição típicaNível de demanda
320×50Mobile LeaderboardSticky topo/rodapéMuito alta
320×100Large Mobile BannerSticky topo/rodapéAlta
300×250Medium RectangleIn-contentMuito alta
336×280Large RectangleIn-contentMédia
320×480Mobile InterstitialTela cheiaAlta

320×50: o sticky padrão

Banner mobile mais usado, otimizado pra ficar fixado no topo ou rodapé da tela. Viewability altíssima (fica visível durante toda a sessão), demanda enorme. Praticamente obrigatório em site mobile sério.

320×100: o dobro de altura

Versão maior do 320×50. CPM costuma ser 30-50% maior porque o espaço visual é maior e atrai mais demanda. A pergunta certa: o espaço extra vale a interferência maior na UX? Em sites editoriais, geralmente sim. Em sites onde UX é prioridade extrema, talvez não.

300×250 em mobile: o que sai do bolso da desktop

Mesmo formato que funciona em desktop. Em mobile, é colocado in-content (entre parágrafos), ocupando largura quase total da tela em portrait. Performa muito bem em viewability e CPM.

320×480 Interstitial: o de maior CPM (com cuidado)

Anúncio em tela cheia que aparece em transições de página. CPMs mais altos do mobile programático. Cuidado: políticas do Google são rigorosas sobre frequência de interstitials (não pode aparecer em toda navegação), e implementação errada gera penalização SEO. Use com moderação — uma vez por sessão, idealmente.

Os tamanhos para evitar (mesmo que estejam no seu site há anos)

Tem formatos que tecnicamente existem no padrão IAB mas comercialmente morreram. Manter eles no site ocupa espaço sem gerar receita relevante:

  • 468×60 Banner clássico: dimensão dos anos 2000. Demanda quase nula hoje. Se você tem 468×60 no site, troca por 728×90 ou 300×250.
  • 120×600 Skyscraper estreito: muito estreito pra criativos modernos. Anunciantes não produzem mais. Substitua por 160×600 ou 300×600.
  • 120×240 Banner vertical: praticamente abandonado pelo mercado.
  • 234×60, 88×31, 125×125: formatos legados sem demanda relevante.
  • Tamanhos personalizados (qualquer dimensão fora do padrão IAB): demanda mínima, fill rate baixíssimo.

Auditar quais tamanhos você tem ativos no GAM e cruzar com receita por tamanho dos últimos 90 dias é exercício simples que costuma revelar slots ocupando espaço sem entregar nada.

Multi-size requests: a alavanca mais subestimada

Aqui está o ponto que separa configuração amadora de profissional. Em vez de configurar um slot pra um único tamanho fixo, você configura pra aceitar múltiplos tamanhos compatíveis — e o leilão decide qual roda baseado em qual lance é maior.

Como funciona na prática

Imagine slot no topo do site. Configuração amadora: “esse slot exibe 728×90, sempre”. Limita o universo de anunciantes àqueles com criativo 728×90 disponível pra você.

Configuração profissional: “esse slot aceita 728×90 OU 970×90 OU 970×250”. Agora três conjuntos de anunciantes podem licitar. O lance vencedor decide qual tamanho roda. Resultado: mais competição, CPM médio mais alto, mesma posição.

Combinações que funcionam bem

PosiçãoTamanhos compatíveisDemanda total atraída
Topo desktop970×250, 970×90, 728×90Muito alta
Sidebar desktop300×600, 300×250, 160×600Alta
In-content desktop300×250, 336×280Muito alta
Sticky mobile320×100, 320×50Alta
In-content mobile300×250, 336×280Muito alta

O cuidado com Cumulative Layout Shift (CLS)

Multi-size traz uma armadilha técnica: se você não fixa altura mínima do container, a página “pula” quando um anúncio menor é trocado por um maior. Isso destrói CLS, que é fator de ranking no Google.

Solução: configure o container CSS com altura fixa igual ao maior tamanho possível. Se o slot aceita 970×250, 970×90 e 728×90, fixe altura em 250px. Anúncio menor fica centralizado, espaço reservado, página não pula. Você troca um pouco de “preenchimento visual perfeito” por estabilidade de layout — trade-off vantajoso.

Tamanho do anúncio × viewability × CPM

Existe uma relação direta entre tamanho do anúncio, tempo de viewability, e CPM que paga. Quanto maior e mais persistente o anúncio na tela, mais valor:

  • Anúncios grandes (300×600, 970×250) tendem a passar mais tempo no viewport — atingem o threshold MRC (50% visível por 1 segundo) com facilidade
  • Anúncios sticky (320×50 sticky bottom, 300×600 sticky sidebar) atingem viewability próxima de 100% porque ficam visíveis durante a sessão inteira
  • Anúncios pequenos em footer (qualquer tamanho fora do viewport inicial) frequentemente ficam em viewability baixa

Como anunciantes pagam cada vez mais por vCPM (CPM viewable, só conta impressão efetivamente vista), formatos com viewability alta naturalmente ganham CPM maior. A escolha de tamanho não é só estética — é estratégia de viewability.

Tem um artigo dedicado do cluster sobre viewability avançada que aprofunda esse ponto.

Anúncios responsivos: quando faz sentido

Anúncios responsivos ajustam o tamanho automaticamente baseado no espaço disponível no viewport. AdSense usa responsive como padrão; GAM suporta via unidades fluidas e multi-size.

A pergunta legítima: responsive vs multi-size manual, qual é melhor?

Resposta honesta: multi-size manual costuma performar melhor pra publishers com volume razoável. Você controla quais tamanhos aceita por posição, sabe exatamente o que vai aparecer, configura CSS pra evitar CLS. Responsive entrega no automático mas com menos previsibilidade e às vezes formatos sub-ótimos.

Onde responsive vence: publishers com pouco tempo pra configurar manualmente cada slot, sites com layouts muito variáveis (diferentes breakpoints), ou estágio inicial onde o foco é “deixar funcionar” antes de otimizar.

A abordagem híbrida que costuma funcionar melhor pra publishers médios e grandes:

  • Slots críticos (top, in-content, sidebar sticky): configuração manual com multi-size definido
  • Slots secundários (footer, between-articles): responsive

Quantos slots por página? A regra prática

Mais slots = mais receita potencial, certo? Até certo ponto. Depois disso, você sacrifica UX, viewability e Core Web Vitals por impressões marginais que pouco rendem.

Como referência:

  • Site editorial (artigos): 3-5 ad units por artigo. Tipicamente: 1 above the fold, 2 in-content em pontos naturais de pausa, 1 sticky sidebar (desktop) ou sticky bottom (mobile)
  • Site de listagem (notícias, listings): 5-7 ad units. Espalhados em pontos onde o scroll naturalmente pausa
  • Página inicial: 3-5. Foco em above the fold e in-content principal
  • Site de ferramenta/utilitário: 1-3. UX da ferramenta é prioridade

O sinal de que está exagerado: viewability média do site cai abaixo de 60%, taxa de rejeição sobe, Core Web Vitals piora. Quando esses sinais aparecem, remover 1-2 unidades de menor performance costuma melhorar receita total — não piorar.

Como auditar a configuração atual

Auditoria rápida pra identificar problemas óbvios:

1. Liste todos os ad units do GAM

Vá em Inventário → Ad Units e exporte a lista. Anote tamanho de cada um.

2. Identifique tamanhos legados

Algum 468×60? Algum 120×600? Algum tamanho personalizado fora do padrão IAB? Esses são candidatos a remover ou substituir.

3. Cruze com receita por ad unit

Relatório Histórico → por Ad Unit + Receita dos últimos 90 dias. Ad units gerando menos de 1% da receita total provavelmente podem ser removidos sem impacto material.

4. Verifique multi-size

Cada ad unit aceita quantos tamanhos? Se a maioria está em “tamanho único”, você está limitando demanda. Configure multi-size compatível pra cada posição.

5. Confira viewability por tamanho

Relatório de viewability segmentado por tamanho de anúncio. Tamanhos abaixo de 60% de viewability puxam a média do site pra baixo e prejudicam demanda premium.

Para fechar

Tamanho de banner é decisão técnica que parece pequena mas tem impacto material em receita. As escolhas certas não estão em encontrar um “tamanho mágico” — estão em três disciplinas básicas:

  1. Usar apenas formatos padrão IAB, deixando os legados pra trás
  2. Configurar multi-size requests em cada slot, deixando o leilão escolher o melhor pagador
  3. Reservar altura de container pra evitar CLS quando o tamanho do criativo varia

Os cinco essenciais (300×250, 728×90, 970×250, 300×600, 320×50/100) cobrem a maior parte do trabalho. Tudo além disso são variações que vale testar mas que raramente movem o ponteiro de receita significativamente.

A pergunta não é “qual tamanho usar” — é “minha configuração permite que o leilão escolha o tamanho que paga mais a cada impressão?”. Se a resposta é não, você está deixando dinheiro na mesa por preferência estética. E preferência estética não paga conta.